levaste na noite o meu chão
e agora, neste quarto vazio,
não sei que outras sombras virão...
E alguém talvez me diz,
há um perfume que ficou na escada...
E na TV o teu canal está aberto.
Desenhos de corpos na cama fechada
são um Mapa de um passado deserto.
Eu sei que houve um tempo,
Em que Tu e EU
fomos dois passaros loucis
Voamos pelas ruas
Que fizémos Céu.
Somo um pele um do outro...
Não desistas de mim
Não te percas agora
Não desistas de mim
A noite ainda demora.
Ainda sei de cor o teu ventre,
o vestido rasgado de encanto
a luz da manha e o teu corpo por dentro
e a pele de quem se quer tanto
não tenho mais segredos
escondi-me nos teus dedos
somos metades iguais.
Mas hoje, só hoje
Leva-me a pele para onde vais
Eu quero dizer-te...
Não desistas de mim."
Vejo sempre a imagem de um cobertor estendido na areia junto ao mar, os dois deitados bebendo algo amargo para nos aquecer a voz, dialogando sobre a bruma do Mar. Algo me diz que é real, outro algum me soa a um sonho trivial. Agarro-me a esta visão, para que não desista de mim, da luta de te viver.
Humus, o teu eterno real

Sem comentários:
Enviar um comentário