" Amigos, não há amigos! exclamou o sábio moribundo;
Inimigos, não há inimigos! exclamo eu, o louco vivo
A quem como a ti amei eu, ó sombra amada!
Atraí-te a mim, pra dentro de mim- e desde então
quase me fiz eu sombra, e corpo tu.
Todavia os meus olhos não aprendem,
afeitos a ver as coisas fora de si:
pra eles és sempre o eterno «fora-de-mim».
Ah, estes olhos põem-me fora de mim!
Quem um dia há-de ter muito a proclamar,
tem de calar muita coisa dentro de si.
Quem um dia quiser acender um relâmpago,
tem de por muito tempo - ser só nuvem."
F. Nietzsche
humus, a coragem de te proclamar
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