Uma obra excelente de Cello Cover, com um acompanhamento deste tao grande senhor británico. Escolhi este peca para marcar este dia, 6 de Outubro. Outuno, uma época repleta de tons castanhos, laranjas e amarelos, sem dúvida a estacão mais bela do ano, amena, refrescante, apetece mesmo bebericar um chá ouvindo este belo som, enquanto nos envolvemos nas emocoes das palavras, e sentimos o rebater enfurecido das ondas aos nossos pés. Sinto a brisa que paira no ar, Edinburgo, tem esta paisagem ventosa, folhas esvoacam, aves noturnos correm em busca de pequenos alimentos abandonados pelos "estúpidos" Humanos enquanto que outros amelalham para os dias seguintes. Um soberbo ritual noturno, diria mesmo, uma estacao musical, sedenta de calor e transpirando frio, uma anarquia soberana de cores e sabores. Ao longe vejo um Ser luminoso, azul espumante, com leves rasgos lunares, sinto-me verdadeiramente ser do seu mundo, fragilizado com o seu estonteante poder de bravura, arrepiado pela humanidade, que se aventura em bravuras desleais, consciências não corretas e errados motivos. É assim que vivo esta Era, sobrevivo a esta doenca e me desleixo da mascara que outrora vesti, quando vibrava com emocoes do quotidiano. O Eu, enquanto ser egocentrico, nao deixa de ser correto ou errado na sua existência, uma forma de estar isolada no seio da comunidade que te envolve, todo o ser busca o seu algo, consciente ou inconscientemente.Alguns dinheiro, outros conhecimento, prazer, estabilidade, aventura, Amor, carater,sabedoria ou o seu interior. questiono-me se podemos nada buscar na sua plenitude??Será possivel, respirar e não querer expirar?É um misto cruel de incógnitas que me suporta junto a esta praia, onde escrevo,un nixo de nada com sabor a algo. Serão saudades tuas,misturadas com o orvalho que meus olhos provocam no meu rosto? Certamente o será, curiosamente o vivo e mortalmente o sinto. O tempo não cura, destrói, desgasta, maltrata o teu corpo e assassina o teu respirar, de facto afirmámos sempre, que este factor "tempo" não tem grande importância na nossa vida, erradamente tentámos aceitá-lo e não pensamos que tão simples segundo altera todo o teu mapa,modifica perspetivas e altera o teu centro gravitacional. Esta viagem de solidão, não passa de um arrefecimento do meu som, esquecer a existência enquanto textura de vida, recordar o mais belo sentimento animal " AMOR", e sofrer em vão, pela paz que busco, gerar energia nas mãos e transmitir a uma voz amiga, num simples trago de "JURA", um pequeno mastigar de um mendigo que se aquece com palavras e sonhos irreais. Um caminho calorento numa terra fria e vadia.
Mais uma vez te agradeco,António,sublinhaste belos sentimentos no dicionário da vida, escreveste páginas num ritual eletrico de emocões,mas principalmente navegaste neste barco a vela com carinho, dedicacão, emocão, sangrento de amor e calejado de excitcão, obrigado,Mangerine.
O Tácito Humus, A demência noturna

Sem comentários:
Enviar um comentário