Biodiversidade escondida
Tal como um polvo camuflado no solo da floresta oceânica também muita da biodiversidade do planeta permanece pouco visivel aos nossos olhos e aos dos cientistas.
Apesar dos avanços da tecnologia permitirem a descoberta de éspecies novas a um ritmo mais acelerado do que nunca, o numero de espécies encontradas ainda está muito longe do que se estima poder vir a ser identificado. E grande parte do que falta descobrir está para lá do mundo visível, não só por se tratar de seres muito pequenos, mas também por serem discretos, ou por se situarem em locais pouco acessíveis.
Alguns cientistas sugerem que a maior parte da biodiversidade terrestre é microbiana. A vida dos virús, bactérias, etc., é muito mais diversa em termos metabólicos e ambientais do que a vida multicelular, e a investigação sobre microrganismos que vivem em condições extremas de temperatura, salinidade ou acidez constitui um dos promissores mundos por descobrir. Outros grupos taxonómicos onde se considera existirem muitas espécies por descrever incluem os nemátodos, ácaros e fungos.
Há habitats que, pela sua inacessibilidade, só recentemente puderam ser explorados. Expedições aos mares polares mostraram que estes, longe se serem desertos biológicos, fervilham de vida: mais de 13000 espécies foram encontradas em poucos dis de prospecção. O mesmo se passa com o fundo dos mares, o oceano profundo. As novas tecnologias permitiram chegar a regiões onde a ausência de luz e as grandes pressões determinaram formas de vida peculiares. As fontes hidrotermais, associadas ao vulcanismo submarino revelaram-se verdadeiros oásis de vida.
Mesmo na superfície terrestre, em muitas áreas geográficas, existem grupos de vertebrados ainda pouco conhecidos, dizem que 50% dos peixes de água doce africanos não são conhecidos. As selvas tropicais, nomeadamente em Madagáscar e Bornéu, continuam a surpreender-nos com relatos recentes de mais de 200 espécies novas de anfíbios.
Por tudo isto, eu o demente humus, saliento que,não se surprendam se uma mão cheia de terra do vosso quintal albergar espécies novas para a ciência.

Treze mil palavras em poucos dias de prospecção. Hmmmmm, tenho de deixar de as procurar nos livros.
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